08/09/2007 12:53

Hoje eu gosto de mandioca, amanhã de panqueca. E daí?

Sobre os comentários:
Camille perguntou quando é que eu digo eu te amo. É uma coisa bem difícil de ser dita.

Acho que quando todos os adjetivos já não bastam mais para expressar sua alegria e o quanto você gosta de estar e compartilhar com uma outra (e uma só!) pessoa, é a hora certa de dizer.

Mas não sai fácil...rola uma gaguejada, um medo, aquela coisa toda. E vocês, quando dizem “eu te amo”?

Momento cartinha do leitor:

“Caro homem do lado,

Fui casada com um cara por quem era super apaixonada, mas depois de 12 anos sendo mal tratada, explorada e, provavelmente, traída, tomei coragem, me separei e fui morar com uma amiga. A novidade é que me apaixonei por ela e hoje estamos juntas, casadíssimas e felizes, há quatro anos. Está tudo bem comigo?
M.F.”


O mais fácil seria eu declarar falência das competências masculinas e dizer que você está certa, mas vou palpitar um pouco além.

Por ser apaixonada pelo cara, acabava se sujeitando a coisas que não gostava e a faziam sofrer. Depois de tanto tempo engolindo a seco, junta forças, rompe e se vê carente, hospedada por uma amiga.

Deve ter rolado aquele medo de sair, uma sensação de derrota, uma vontade imensa de colo, que você encontrou na pessoa mais próxima. Ela te fazia bem naquele momento, você a ela, e, de certa forma, essa parecia uma vingança justa com os homens, esses crápulas insensíveis.

Só é preciso ponderar se você está feliz mesmo e se sentindo completa com sua companheira, ou se é uma coisa de momento e ocasião. Se no fundo ainda sente um vazio, falta alguma coisa, tente procurar uma terapia e ver se essa novidade não é apenas uma defesa ou fuga de um trauma que você embrulhou e guardou escondido.

Mas se ainda convive com outros homens, mas nenhum a atrai e notou que é disso mesmo que gosta, nada poderá impedi-la! Pode mudar o status do Orkut para “committed” sem medo e sorrir por aí com cara de “just married” ao som de latinhas sendo arrastadas.

Afinal, como canta Milton Nascimento, “qualquer maneira de amor vale a pena, qualquer maneira de amor valerá”.

Abraço!
enviada por Lucasof





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Perfil

Lucas de Oliveira

Lucas de Oliveira Fernandes, o Lucasof, não é terapeuta, psicólogo ou especialista em comportamento feminino. Também não é um namorado ou marido ideal e nem faz amarração amorosa. É só um jornalista palpiteiro que vai utilizar esse espaço para compartilhar suas opiniões sobre as mulheres e suas vias paralelas e transversais. Alguma coisa vai mal em sua vida, você não entende a cabeça dos homens? Ele dá uma mãozinha!

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